EMAGRECER COM O JEJUM uma ótima estratégia: MÉDICA EXPLICA

o jejum faz a transição do corpo “da queima de açúcar queima para a queima de gorduras”


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🤔Um pouco de fisiologia: 👩🏼‍⚕️Glicose e gordura são as principais fontes de energia do corpo. Se a glicose não está disponível, em seguida, o corpo irá ajustar usando gordura, sem quaisquer efeitos prejudiciais à saúde. Isto é simplesmente uma parte natural da vida. Períodos de falta de alimentos sempre foram uma parte da história humana. Mecanismos evoluíram para se adaptar a este fato da vida paleolítica. A transição a partir do estado de alimentado para o estado de jejum ocorre em várias etapas.

1⃣Alimentação:­ Durante as refeições, os níveis de insulina são elevados. Isto permite a captação de glicose pelos tecidos, tais como cérebro ou músculos, para ser usada diretamente na geração de energia. O excesso de glicose é armazenada como glicogênio no fígado.

2⃣Fase pós-­absortiva­ ­- 24 horas após o início do jejum – Os níveis de insulina começam a cair. A quebra de glicogênio libera glicose para produzir energia. Os estoques de glicogênio duram cerca de 24 horas.

3⃣Gliconeogênese ­- 24 horas a 2 dias – O fígado produz glicose a partir dos aminoácidos em um processo chamado “gliconeogênese”. Literalmente, isso é traduzido como “fazer nova glicose”. Em pessoas não­-diabéticas, os níveis de glicose caem, mas permanecem dentro da escala normal.

4⃣Cetose ­- 2-­3 dias após o início do jejum – Os baixos níveis de insulina alcançados durante o jejum estimulam a lipólise – quebra de gordura para gerar energia. A forma de armazenamento de gordura, conhecida como triglicerídeos, é quebrada em sua estrutura molecular de glicerol e três cadeias de ácidos graxos. O glicerol é utilizado para a gliconeogênese. Os ácidos graxos podem ser utilizados diretamente para a energia em muitos tecidos no corpo, mas não pelo cérebro. Os corpos cetônicos, capazes de atravessar a barreira hematoencefálica, são produzidos a partir de ácidos graxos para utilização pelo cérebro. Depois de 4 dias de jejum, aproximadamente 75% da energia utilizada pelo cérebro é fornecida por cetonas. Os dois tipos principais de cetonas produzidos são beta-hidroxibutirato (BOHB) e acetoacetato, que podem aumentar mais de 70 vezes durante o jejum.
5⃣Fase de conservação de proteínas ­ – a partir do 5º dia – Altos níveis de hormônio de crescimento (GH) mantêm a massa muscular magra e tecidos. A energia para a manutenção do metabolismo basal é quase inteiramente satisfeitas pela utilização de ácidos graxos livres e cetonas. Níveis aumentados de adrenalina (norepinefrina) evitam a diminuição da taxa metabólica e diminuem a insulina, reduzindo drasticamente sua fome! 👤O corpo humano desenvolveu mecanismos para lidar com a falta de alimentos. Agora seu corpo começa a “mudar de metabolismo” – ele troca a queima de glicose – de curto prazo – para queima de gordura – longo prazo.



A gordura é a reserva de energia, que nutre o corpo. Em tempos de falta de alimentos, essa reserva é liberada naturalmente para preencher o vazio. Assim o corpo não “queimará músculo”, até que todas as reservas de gordura sejam usadas.
‼️ ATENTE A ISTO: VOCÊ NÃO QUEIMARÁ MÚSCULOS E SIM GORDURAS (pneuzinhos)!‼️


O jejum é a forma mais eficiente para diminuir os níveis de insulina. É óbvio…Todos os alimentos aumentam a insulina, então a forma mais eficaz para reduzir a insulina, é evitar todos os alimentos.

Os níveis de glicose no sangue permanecem normais, à medida que o corpo começa a mudar para queimar gordura para obter energia. Este efeito é visto em períodos tão curtos como de jejuns de 24­-36 horas. Jejuns mais longos de duração reduzem a insulina ainda mais drasticamente. Mais recentemente, alternar o jejum diariamente tem sido estudado como uma técnica aceitável de redução da insulina.

Jejum regular, além de reduzir os níveis de insulina, também tem sido demonstrado melhorar significativamente a sensibilidade à insulina.

A maioria das dietas reduzem alimentos secretores de insulina, mas não a resistência à insulina. Inicialmente o peso é perdido, mas a resistência à insulina mantém os níveis de insulina e peso fixo corporal elevados. O jejum reduz a resistência à insulina.

Ao reduzir a insulina livramos o corpo do excesso de sal e água.

A insulina provoca retenção de sal e água nos rins. Dietas estilo Atkins aumentam a diurese, a perda do excesso de água, logo fica claro que a maior parte da perda de peso inicial é de água. Mas ao reduzirmos inchaço, nos sentimos “mais leves”. Pode haver tb uma queda da pressão arterial. 
GH – O hormônio do crescimento ajuda a preservar a massa muscular, a densidade óssea e a queima de gorduras como combustível. Sua secreção diminui com a idade. Um dos estímulos mais potentes para a sua secreção é o jejum.

Durante um período de 5 dias de jejum, a secreção do hormônio do crescimento duplicou. O efeito fisiológico é manter a massa muscular e tecido ósseo durante o período de jejum.
Eletrólitos – Preocupações sobre a desnutrição durante o jejum são equivocadas. Calorias insuficientes não são uma grande preocupação, pois as reservas de gordura são mais que suficientes.

Os níveis de potássio podem diminuir ligeiramente, mas mesmo 2 meses de jejum contínuos não diminuíram os níveis abaixo de 3,0mEq/L, mesmo sem o uso de suplementos.
Os níveis de magnésio, cálcio e fósforo durante o jejum tb são estáveis, devido às grandes reservas destes minerais nos ossos. O uso de um polvitamínico irá fornecer a dose diária recomendada de micronutrientes.

Adrenalina – Níveis de adrenalina são aumentados para que tenhamos muita energia para ir buscar mais comida. Por exemplo, 48 horas de jejum produziram um aumento de 3.6% na taxa metabólica, não o temido “apagão”. Em resposta a um jejum de 4 dias, o gasto de energia de repouso aumentou em até 14%. Ao invés de retardar o metabolismo, ele foi acelerado.

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O jejum reduz as calorias das dietas e promove adaptações hormonais benéficas em muitos níveis. Em resumo, o jejum faz a transição do corpo “da queima de açúcar queima para a queima de gorduras”


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